Há 41 anos o exército dos EUA era derrotado no Vietnã. Mesmo vencidos e obrigados a se retirarem daquele país não deixaram barato, é claro, e como temos testemunhado estarrecidos nos últimos 60 anos, honraram ali sua detestável tradição de invadir saquear e arruinar países inteiros em nome da "liberdade e democracia" , como ainda vêm fazendo por aí (Iraque, Afeganistão, Líbia etc que o digam) e, pior que isso, eventualmente faturando um prêmio nobel da paz em meio a barbárie praticada.
Conseguiram! O laureado da ocasião foi o canalha do Henry Kissinger, então secretário de Estado do governo Nixon, por negociar o fim daquela insanidade criada por eles mesmos, num momento em que estouravam protestos nos EUA pelo fim da guerra. Isso mesmo, o cara ganhou um nobel da paz por sair do vespeiro que eles mesmos produziram! Não são engraçados demais esses donos do mundo? O líder vietnamita Lê Đức Thọ que encabeçava as negociações do lado de lá, não aceitou participar do circo de hipocrisia do comitê nobel e recusou o prêmio que receberia na desagradável companhia de Kissinger. Obrigado, Lê Đức Thọ! O senhor nos mostrou que a dignidade que andava por aí tão combalida e trôpega ainda não havia morrido e poderia, sim, um dia ser restabelecida.
Ironicamente, poucos trabalharam de forma tão árdua e diligente contra a paz na nossa América Latina quanto esse cidadão chamado Henry Kissinger. Um dos grandes serviços prestados por ele contra a paz em nossa região, no mesmo ano em que recebeu o maldito prêmio, foi a meticulosa articulação do sangrento golpe militar no Chile, após haver dito um dos maiores impropérios de lesa-dignidade que se ouviu nesse nosso subcontinente tão sofrido, e que me faz por um momento desejar que o inferno realmente exista: "Eu não vejo porque nós precisamos nos estancar e olhar um país se tornar comunista devido à irresponsabilidade de seu próprio povo". A "irresponsabilidade" dos chilenos ao qual ele se referia era o imperdoável atrevimento de haverem eleito democraticamente o presidente socialista Salvador Allende. Qual foi a solução de Kissinger para o terrível impasse de um povo escolher soberanamente seu mandatário? Pôr em seu lugar um dos homens mais sanguinários que o século XX produziu (e olha que não foram poucos!), de nome Augusto Pinochet. Fato que inaugurou naquele país um período de trevas e atrocidades inomináveis. Isso se deu naquele fatídico 11 de setembro de 1973, o dia em que o presidente eleito pelo povo foi morto, entrincheirado em seu palácio presidencial, sob o férreo cerco de golpistas ensandecidos que realizavam ali o secreto e desumano sonho de um homem que, meses depois, seria laureado com o prêmio nobel da paz.
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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Algumas questões para Yoani Sánchez
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| Yoani Sánchez com alguns ícones da "democracia" brasileira. |
Indo um pouco na direção do que foi comentado aqui, também acho que em vez de ficarem fazendo esses protestos inúteis, que só contribuem para o endeusamento da Sra. Yoani Sánchez, sobretudo da forma grosseira como foram feitos, dando mais munição a esse democratismo de goela, cínico e hipócrita, encampado pela grande mídia, creio que uma outra estratégia mais sábia poderia ser adotada, no sentido de questionar essa moça, respeitosamente. Como fez, de forma muito inteligente, Salim Lamranium, naquela entrevista em que ela se contradisse, entre outras coisas, sobre a agressão que supostamente havia sofrido, alguns dias antes, mesmo sem apresentar um arranhão sequer ou qualquer outra prova disso.
Por exemplo, que tal convidá-la a um debate público, pode ser o mesmo o qual sugeriu o blogueiro do link acima, e lá exibir os dois vídeos abaixo (ao fim do texto), para fazê-la refletir um pouco e rever essa sua admiração comovente pela nossa "liberdade de expressão"?
Por que não mostrar as contradições desse nosso modelo de "democracia", que ele defende com tanta veemência? Por exemplo, por que não, educadamente, pedir a opinião dela sobre essas rádios comunitárias, chamadas de "piratas" pelos que detêm o monopólio da comunicação no Brasil, criminalizadas por esses grupos e por essa legislação monstruosa que, conforme é comentado no segundo vídeo, por mais absurdo que isso pareça, prevê aos que mantêm rádios não-regularizadas penas maiores do que "lesão corporal " e "cárcere privado"?
Que tal a blogueira tecer seus comentários a respeito disso? Por que não perguntá-la se ela acha mesmo que essa legislação, apoiada ferrenhamente pela máfia midiática das 11 famílias que controlam a comunicação no Brasil e por frações expressivas da classe política que detêm concessões públicas, é compatível com esse oásis de democracia e liberdade de expressão que ela acredita ser o nosso país?
Por que não perguntá-la se ela acha que esse mesmo país que, conforme apresentado também no segundo vídeo, em 5 anos, através de operações da PF, desmantelou quase 7000 rádios comunitárias, "não-legalizadas", para orgasmos múltiplos dos grandes grupos de comunicação em seus noticiários, pode dar alguma lição a alguém sobre democracia e liberdade de expressão?
Que tal contar a ela a história desses dois deficientes visuais, Roberto e Raimundo, que mantinham uma rádio comunitária, "não-legalizada", coordenada por deficientes visuais como eles, que exercendo o legítimo direito de se expressar e de falar aos seus pares, foram obrigados a fechar a rádio, tendo no desfecho a prisão domiciliar de Roberto por 2 anos? Que tal apresentá-la a esses dois brasileiros que, ao contrário dela, não recebem nenhuma bajulação, audiência, espaço, nos círculos midiáticos tradicionais mas, pelo contrário, são tratados como criminosos?
Por que não perguntá-la se ela acha que esse mesmo país que, conforme apresentado também no segundo vídeo, em 5 anos, através de operações da PF, desmantelou quase 7000 rádios comunitárias, "não-legalizadas", para orgasmos múltiplos dos grandes grupos de comunicação em seus noticiários, pode dar alguma lição a alguém sobre democracia e liberdade de expressão?
Que tal contar a ela a história desses dois deficientes visuais, Roberto e Raimundo, que mantinham uma rádio comunitária, "não-legalizada", coordenada por deficientes visuais como eles, que exercendo o legítimo direito de se expressar e de falar aos seus pares, foram obrigados a fechar a rádio, tendo no desfecho a prisão domiciliar de Roberto por 2 anos? Que tal apresentá-la a esses dois brasileiros que, ao contrário dela, não recebem nenhuma bajulação, audiência, espaço, nos círculos midiáticos tradicionais mas, pelo contrário, são tratados como criminosos?
Aliás, não há nada mais abominável e nauseante do que passar a semana inteira ouvindo, lendo etc esses discursos hipócritas sobre liberdade de expressão, vindo desses grupos midiáticos que só pensam em seus interesses econômicos, engordaram às expensas da ditadura militar e lutam para que essa legislação infame permaneça como está, acusando de censura qualquer tentativa, tímida que seja, de reformá-la.
Outra coisa, para finalizar. Por que não levar a Sra. Yoani Sánchez àqueles lixões onde há famílias inteiras vivendo como ratos e disputando comida com eles, em condições desumanas, absolutamente impensáveis para um cubano, para que ela veja o quão excepcional é a nossa democracia capitalista, com internet rápida e carros modernos?
Abaixo os vídeos:
Outra coisa, para finalizar. Por que não levar a Sra. Yoani Sánchez àqueles lixões onde há famílias inteiras vivendo como ratos e disputando comida com eles, em condições desumanas, absolutamente impensáveis para um cubano, para que ela veja o quão excepcional é a nossa democracia capitalista, com internet rápida e carros modernos?
Abaixo os vídeos:
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
A reeleição de Barack Obama e os exemplos a serem seguidos
Porém, não tenho dúvidas que Barack Obama é bem melhor e bem menos nocivo, do que um troglodita de extrema-direita. Em princípio, existe da parte de seu partido, Democrata, uma visão mais civilizada sobre questões como a do aborto, união homo-afetiva etc, algumas (embora cada vez menores) preocupações com políticas sociais, um respeito maior pelo Estado laico e pelas bandeiras de algumas minorias que, em geral, são duramente marginalizadas num governo republicano. No entanto, olhando para o que foi sua política externa, não vejo muita diferença entre seu governo e o que se esperaria de um governo republicano. O apoio a golpes (Honduras, Paraguai etc), sabotagens, agressões e intervenções militares como a da Líbia; a recusa em aceitar o legítimo direito dos palestinos de ter um Estado próprio; a leniência com os crimes de guerra e graves violações de direitos humanos cometidos por Israel contra os palestinos na Faixa de Gaza e Cisjordânia; a "justificativa" do sacrifício de centenas de civis inocentes no Afeganistão e no Iraque com base na paranóica "guerra ao terror"; a manutenção do estúpido e anacrônico embargo a Cuba e do centro de tortura de Guantánamo (que ele havia prometido fechar caso eleito, em 2008, mas não cumpriu); a escalada rumo a mais uma guerra estúpida, dessa vez contra o Irã e, no âmbito interno, a vassalagem diante do capital financeiro e das bestas-fera de Wall Street que, mesmo sendo os grandes responsáveis pela crise de 2008, foram (vários destes) premiados por suas "façanhas" com cargos importantes no governo Obama. Estes são elementos que não nos autorizam diferenciar sensivelmente, nestes aspectos, Barack Obama de um republicano.
Para quem ganhou um injustificável Prêmio Nobel da Paz, não pelo que havia feito pela Paz mundial (até então NADA), mas "pelo que era esperado que se fizesse posteriormente" (NADA novamente), o governo Obama nesse sentido foi um desastre ou, no mínimo, uma enorme decepção. Decepção para mim e para várias pessoas que esperavam uma atitude um pouco diferente, mesmo sabendo das peculiaridades e limitações da política norte-americana. Não sou tão otimista, mas torço para que, neste segundo mandato, ele passe a pensar sua política externa como seu correligionário democrata, o ex-presidente Jimmy Carter, este sim, na minha opinião, merecedor do Prêmio Nobel da Paz que recebeu em 2002 e não como seu adversário e ex-presidente republicano, George W. Bush, como vem fazendo nos últimos 4 anos.
Na foto à direita, o ex-presidente americano Jimmy Carter, e seu livro "Palestina: Paz sim. Apartheid não", no qual denuncia as condições bárbaras e desumanas impostas aos palestinos pelos governos de Israel, e a desapropriação de suas terras por colonos judeus. Tal política repressiva tem contado com o decisivo apoio dos recentes governos dos EUA. Carter é um bom exemplo, dentro do partido Democrata que, infelizmente, não tem sido seguido por Obama.
No aspecto econômico, há um outro bom exemplo na história dos EUA, dentro do partido Democrata, no qual Obama poderia se espelhar: o ex-presidente Franklin Delano Roosevelt, o mesmo que disse, após a crise de 1929, que: "está provado que o governo feito pelo Capital organizado, é tão perigoso quando o governo do crime organizado". Enfim, bons exemplos ele tem. E agora também tem outra chance. Sorte a ele.
Na foto à esquerda, o ex-presidente Franklin Roosevelt e o trecho de um discurso seu, proferido no Madison Square Garden, por ocasião das eleições presidenciais de 1936, na qual seria eleito para seu terceiro mandato. Percebe-se aí, claramente, sua disposição em lutar contra os interesses espúrios do capital financeiro, da especulação econômica e dos parasitas de Wall Street. Outro grande exemplo, também entre os democratas, que Obama até agora não seguiu.
sábado, 14 de julho de 2012
"Liberté, Égalité, Fraternité"
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| Fonte: http://tiny.cc/4eqhhw |
Hoje a França comemora 223 anos da Tomada da Bastilha, uma antiga prisão política do regime absolutista francês. Este fato é considerado o estopim de um dos acontecimentos mais marcantes da história da humanidade que, anos mais tarde, seria convencionado pelos historiadores como marco do fim da Idade Moderna e início da Idade Contemporânea, isto é: a Revolução Francesa. A revolução veio a consolidar a ascensão da burguesia perante o absolutismo, já em declínio. A hegemonia burguesa se espalhou pelo mundo inteiro, ajudando a formar o capitalismo moderno que, não demorou muito, mostrou sua incompatibilidade com o lema da revolução que intitula este post. Promover "fraternidade" e "igualdade", para o sistema, passou a ser não uma prioridade, mas um mero efeito colateral da busca alucinada pela maximização do lucro, que é o seu verdadeiro objetivo. Tornou-se até natural, no imaginário do cidadão contemporâneo, pensar que se a igualdade não for alcançada por meio dessa lógica perversa, então "tudo bem, não tem outro jeito". A "igualdade" não é importante, muito menos um princípio fundamental do sistema. O que é importante mesmo é a "liberdade". Mas que "liberdade"? E para quem? Bom, "liberdade" é uma palavra em que cabe interpretações mais vagas, que manipuladas de um jeito adequado podem fazer parecer que a "liberdade" que nos vendem como verdade absoluta trata-se da panaceia do universo, que nos salvará de todas as nossas mazelas. Se manipulada corretamente, ela há de convencer as pessoas de que "igualdade" e "fraternidade", sim, são coisas prescindíveis. Daí, criou-se a figura do "livre-mercado", e sua "liberdade econômica", que é o grande responsável por fazer da "liberdade" e "igualdade" duas palavras dissociadas uma da outra, passando a criar uma liberdade ilimitada para poucos, ilusória para uns e limitadíssima, talvez inexistente, para outros tantos. Conclusão disso: sem "igualdade", a "liberdade" deixa de ser um direito e transforma-se num privilégio. Com isso, o lema revolucionário é solenemente esquecido, por ser impossível dentro do sistema que se ergueu, ironicamente, graças à revolução.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Fazendo justiça ao Romário
Em vez de abrir os olhos da população mostrando os dois lados da política, tanto os vícios condenáveis quanto as virtudes, o que seria antes de tudo o dever de uma imprensa isenta e com o espírito público, a grande mídia brasileira encampa uma ridícula onda de novelização do escândalo. Onda que já ganha mentes e corações em todo o país, colocando todos os políticos no mesmo balaio em generalizações tanto estúpidas quanto irresponsáveis. O objetivo é sempre o mesmo: vender à população a política como um reality show, coisa que dá audiência, e não como um instrumento para transformar o país. Essa atitude, além de despolitizar e desmobilizar o povo, alimenta, sobretudo nos mais jovens, um sentimento de nojo da política. Nojo não da corrupção, da mal-versação do dinheiro público e da safadeza, mas nojo da política de forma geral, como linguagem. Nojo das instituições democráticas, levando, por exemplo, alguns jovens a adotarem posições reacionárias e fascistóides de desejar incendiar o congresso nacional (Isso guarda alguma semelhança com algo já ocorrido na história ou é impressão minha?). Conforme muitos jovens, na sua maioria fãs alucinados do CQC, já declararam por aí pela internet, em seus perfis no twitter, facebook etc.
Me preocupa muito ver uma geração de jovens que, após 47 anos de um golpe de estado que lançou o país nas trevas de uma ditadura atroz e sanguinária, ressucitar o mesmo sentimento reacionário que, serviu a direita brasileira, além do "anticomunismo", como justificativa do golpe: "a descrença do povo pela instituições e pela democracia". Deixo uma digressão maior a esse respeito num post futuro, não necessariamente no próximo.
Referente a essa cobertura viciada que a grande imprensa faz dos políticos, o último fato que me chamou a atenção, foi o incidente envolvendo o Deputado Romário (PSB/RJ) que se recusou a fazer o teste do bafômetro. Minha opinião pessoal é que ele deveria ter feito, apesar de a Lei o assegurar o direito de não fazer. Mesmo que tivesse bebido, ele deveria ter feito e assumido isso publicamente. Teria se saído melhor dessa situação. Mas se recusou, na minha opinião errôneamente, e levou lenha da imprensa até o diabo dizer "chega!".
Na contra-mão dessa onda de novelização estúpida que fazem da política, faço aqui justiça ao Deputado Romário, independente do meu juízo a respeito de atitudes pontuais dele e das posições que ele tem, e em quem não votei, nem votaria (por razões ideológicas). Dou essa contribuição por ainda acreditar na política como linguagem, por acreditar que ela pode ser instrumentalizada para a transformação da nossas realidade, para superação dos nossos mais duros desafios enquanto sociedade, e também para mostrar que o que vem à tona sobre um parlamentar, muitas vezes, é tudo menos o que de fato interessa e/ou afeta positivamente a vida população. Solicito aos que me lêem neste momento que olhem a página do Deputado na Câmara Federal, no link "Minhas Informações na Câmara", e avaliem sua atuação. Independente se gostam ou não do Romário, o que não é o mais importante, tirem suas próprias conclusões.
Me preocupa muito ver uma geração de jovens que, após 47 anos de um golpe de estado que lançou o país nas trevas de uma ditadura atroz e sanguinária, ressucitar o mesmo sentimento reacionário que, serviu a direita brasileira, além do "anticomunismo", como justificativa do golpe: "a descrença do povo pela instituições e pela democracia". Deixo uma digressão maior a esse respeito num post futuro, não necessariamente no próximo.
Referente a essa cobertura viciada que a grande imprensa faz dos políticos, o último fato que me chamou a atenção, foi o incidente envolvendo o Deputado Romário (PSB/RJ) que se recusou a fazer o teste do bafômetro. Minha opinião pessoal é que ele deveria ter feito, apesar de a Lei o assegurar o direito de não fazer. Mesmo que tivesse bebido, ele deveria ter feito e assumido isso publicamente. Teria se saído melhor dessa situação. Mas se recusou, na minha opinião errôneamente, e levou lenha da imprensa até o diabo dizer "chega!".
Na contra-mão dessa onda de novelização estúpida que fazem da política, faço aqui justiça ao Deputado Romário, independente do meu juízo a respeito de atitudes pontuais dele e das posições que ele tem, e em quem não votei, nem votaria (por razões ideológicas). Dou essa contribuição por ainda acreditar na política como linguagem, por acreditar que ela pode ser instrumentalizada para a transformação da nossas realidade, para superação dos nossos mais duros desafios enquanto sociedade, e também para mostrar que o que vem à tona sobre um parlamentar, muitas vezes, é tudo menos o que de fato interessa e/ou afeta positivamente a vida população. Solicito aos que me lêem neste momento que olhem a página do Deputado na Câmara Federal, no link "Minhas Informações na Câmara", e avaliem sua atuação. Independente se gostam ou não do Romário, o que não é o mais importante, tirem suas próprias conclusões.
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